Bad Boy entrou no mundo das artes marciais nos anos 1990 ao patrocinar Rickson Gracie, um dos nomes mais respeitados do jiu-jitsu brasileiro, e foi esse movimento que transformou uma marca de roupa de surf e skate em um nome conhecido dentro do MMA. Antes disso a marca nem pensava em luta: foi fundada em 1982 em San Diego, na Califórnia, vestindo surfistas, skatistas e pilotos de motocross, muito antes de qualquer conexão com esportes de combate. Outros lutadores ligados ao MMA também vestiram a marca ao longo das décadas seguintes, o que ajuda a explicar por que o nome ainda aparece em academias que nem existiam quando a Bad Boy começou.
O foco original, então, não tinha nada a ver com octógono ou tatame, era roupa de ação para o estilo de vida da costa da Califórnia. A ligação com o Brasil através de Rickson abriu caminho para licenciados brasileiros, e foi assim que a marca deixou de ser só roupa de treino de luta esporádica para virar presença fixa no jiu-jitsu e, na sequência, no MMA que ainda estava se organizando como esporte. Foi justamente essa entrada pelo Brasil que deu à marca uma cara diferente por aqui, comparado com o que se vende em outros países, porque cada licenciado local acaba priorizando os produtos que fazem mais sentido para o seu próprio mercado. Esse modelo de licenciamento também explica por que o corte e o tamanho de uma peça podem variar dependendo de onde ela foi produzida, então vale conferir a tabela de medidas específica antes de comprar, principalmente em compras online.
Quem treina hoje encontra uma marca de equipamento de luta que atende bem tanto quem foca em MMA quanto quem mistura com jiu-jitsu ou boxe, sem ser uma marca fechada em uma única modalidade. Para quem está começando e ainda não sabe exatamente qual modalidade vai seguir, ter uma marca que cobre MMA, boxe e jiu-jitsu ao mesmo tempo evita ter que trocar de marca a cada vez que muda de foco dentro da mesma academia. Isso não quer dizer que sirva igual para todo mundo: quem treina jiu-jitsu competitivo de forma séria costuma procurar primeiro um kimono homologado por federação, e nem toda linha da Bad Boy nasceu pensando nisso, principalmente as peças voltadas para o dia a dia fora do tatame.
No catálogo atual, o que mais pesa são os shorts e as roupas de MMA, além das luvas de boxe e de MMA, e é aí que a reputação da marca dentro da luta realmente se sustenta hoje. Escolha Bad Boy se você treina mais de uma modalidade na mesma semana e quer uma marca só que cubra o essencial, porque essa amplitude entre MMA, boxe e jiu-jitsu é justamente o que a diferencia de marcas fechadas em um único esporte. Academias que compram para várias turmas ao mesmo tempo costumam preferir justamente esse tipo de marca, porque simplifica o pedido em vez de negociar com um fornecedor diferente para cada modalidade treinada na casa. Quem treina há anos sabe que a força real está nas luvas e nos shorts de treino pesado, não tanto nos itens de coleção mais voltados para o estilo de vida.
Sendo direto: como a marca cresceu por meio de licenciados em vários países, a qualidade varia mais de linha para linha do que se fosse uma fábrica única controlando tudo (a linha voltada para jiu-jitsu, por exemplo, não é tão forte quanto a de MMA e boxe), então vale olhar avaliações do modelo específico antes de comprar. O erro mais comum é assumir que uma peça com o logo está liberada para competição federada só porque a marca tem décadas de história. Isso vale principalmente para quem compra pensando em competir sob regras de uma federação específica: bandagem, protetor bucal e até o próprio kimono costumam ter exigências próprias, e nem toda peça com o logo da marca atende automaticamente a essas regras. Não é a escolha certa para quem treina jiu-jitsu competitivo e quer uma marca 100% focada nisso com kimono homologado como prioridade única, mas para quem transita entre MMA, boxe e jiu-jitsu no mesmo ginásio, ela cobre terreno que poucas marcas cobrem ao mesmo tempo.