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Canelo Álvarez: cartel completo, altura, peso e categoria
Canelo Álvarez é o boxeador mexicano que dominou a categoria supermédio, os 76,2 kg, por meia década e conquistou títulos mundiais em quatro divisões diferentes. Em setembro de 2026 continua na ativa. Canelo Álvarez em números Dados verificados da carreira de Canelo Álvarez, atualizados em 1º de setembro de 2026. Cartel63-3-2 (W-L-D) 39 KO SituaçãoAtivo ApelidoCanelo CategoriaSupermédio (de meio-médio ligeiro a meio-pesado) Nacionalidade🇲🇽México Idade36nascido em 18 de julho de 1990 Altura171 cm 5 pés 7½ pol Peso76,2 kg 168 lb (limite supermédio) Estreia profissional29 de outubro de 2005 Anos em atividade2005 até a atualidade 20 anos EquipeCanelo Team, San Diego Redes@canelo Equipamento de Boxe Origens: o caçula de oito filhos em Jalisco Saúl Álvarez Barragán nasceu em 18 de julho de 1990, na região metropolitana de Guadalajara, no estado de Jalisco. Era o mais novo de oito filhos e o sétimo menino da casa. A família se mudou para Juanacatlán quando ele tinha cerca de cinco anos, e foi ali, entre o rancho e os cavalos, que ele cresceu. O cabelo ruivo veio da mãe, Ana María Barragán, e é a origem do apelido. No México, ruivo se chama canelo, pela cor da canela. O nome pegou muito antes de aparecer em qualquer cartaz de luta e ele nunca lutou com outro. O pai, Santos Álvarez, vendia sorvete. Seis irmãos mais velhos já eram boxeadores profissionais quando Saúl entrou na academia aos treze anos, o que para os padrões mexicanos é tarde. Dois anos depois ele já recebia para lutar. A escola mexicana e o que ele fez de diferente O boxe mexicano tem uma assinatura técnica reconhecível em qualquer lugar do mundo: pressão constante, castigo ao corpo e disposição para trocar. É a linhagem que vai de Julio César Chávez a Marco Antonio Barrera, e entender essa tradição ajuda a entender por que Álvarez luta como luta. Vale a leitura sobre os boxeadores mexicanos que construíram esse molde. A diferença dele está na metade defensiva. O lutador mexicano clássico aceita apanhar para entrar. Álvarez aprendeu a girar o ombro, absorver na guarda e responder por cima do golpe que acabou de passar. Pressão mexicana com defesa de contragolpeador é uma combinação que ninguém no país tinha executado naquele nível antes dele. Carreira amadora A passagem dele pelo amadorismo foi curta e é pior documentada do que parece. O cartel de 44 vitórias e 2 derrotas com 12 nocautes aparece no perfil oficial da Associação Mundial de Boxe e se repete em quase todo lugar, mas o BoxRec registra que as versões divergem e que há fontes apontando algo em torno de 20 lutas. Nenhum registro federativo primário confirma o 44-2. As conquistas têm sustentação melhor: prata no campeonato nacional juvenil mexicano em 2004 e ouro no juvenil em 2005, ano em que virou profissional. Dois anos de amadorismo é praticamente nada. Tudo o que ele tem de técnico foi construído depois, já recebendo cachê, e isso explica por que o repertório dele amadureceu tão tarde em comparação com um Lomachenko ou um Usyk. Carreira profissional Estreia profissional aos quinze anos Álvarez estreou como profissional em 29 de outubro de 2005, na Arena Chololo Larios, em Tonalá, Jalisco, e parou Abraham González no quarto assalto. Tinha quinze anos, três meses e onze dias. Os três anos seguintes são a parte esquecida do cartel e explicam mais do que as noites famosas. Entre a estreia e o fim de 2008 foram vinte e quatro lutas profissionais, dezesseis vencidas antes do tempo, em palenques, ginásios e salões de festa de Nayarit, Zapopan e Ciudad Nezahualcóyotl. Ele lutou duas vezes em um mesmo setembro de 2006 e duas vezes em três semanas de março de 2007. Há um nome brasileiro nessa fase inicial do cartel. Em 6 de junho de 2009, no Parque Xcaret, em Cancún, Álvarez nocauteou Jeferson Luis Gonçalo no nono assalto. O perfil oficial de Gonçalo na Associação Mundial de Boxe registra o país como Brasil e um cartel de 23-10-3 com 13 nocautes. Álvarez tinha dezoito anos e defendia o título norte-americano NABF dos meio-médios, o primeiro cinturão de alguma relevância da carreira dele. Em 17 de junho de 2006, em Tijuana, empatou por decisão dividida com Jorge Juárez. Era a quinta luta da carreira e ele tinha quinze anos. É um dos dois únicos empates de um cartel que hoje soma 68 lutas, e nunca foi revertido. Quatro divisões, quinze quilos Álvarez competiu ao longo de uma faixa de aproximadamente quinze quilos, da estreia perto do limite dos superleves até o título mundial dos meio-pesados. Essa amplitude é o dado estrutural da carreira dele. Conquistou o cinturão vago do Conselho Mundial de Boxe nos meio-médios ligeiros em 5 de março de 2011, batendo Matthew Hatton com 119-108 nas três súmulas, aos vinte anos. Unificou em 2013 diante de Austin Trout, subiu aos médios em novembro de 2015 contra Miguel Cotto, passou aos supermédios contra Rocky Fielding em dezembro de 2018 e subiu aos meio-pesados em novembro de 2019. As noites que mudaram a carreira A luta mais importante da carreira de Álvarez, do ponto de vista do que ela provou, aconteceu em 2 de novembro de 2019, no MGM Grand Garden Arena, contra Sergey Kovalev. Ele subiu duas divisões inteiras, dos 72,6 kg dos médios para os 79,4 kg dos meio-pesados, para desafiar um dos maiores batedores da década. O plano de Álvarez foi paciente a ponto de irritar. Kovalev era mais alto, tinha envergadura maior e um jab pesado, e por dez assaltos ficou à frente nas súmulas fazendo exatamente aquilo. Álvarez passou a luta inteira cortando o ringue, investindo no corpo e aceitando ficar atrás no placar enquanto gastava as pernas do russo. Kovalev tinha trinta e seis anos e vinha de uma preparação difícil para fazer o peso. No décimo primeiro assalto o acúmulo cobrou. Álvarez encurtou a distância, acertou uma direita curta e emendou um cruzado de esquerda que derrubou Kovalev nas cordas, sem contagem, aos 2 minutos e 15 segundos. Foi nocaute puro. Com aquela vitória ele virou campeão mundial em quatro divisões e o quarto ex-campeão dos meio-médios ligeiros da história a conquistar um título dos meio-pesados, depois de Thomas Hearns, Sugar Ray Leonard e Mike McCallum. A leitura correta daquela noite é que foi uma incursão, não uma mudança de casa. Álvarez devolveu o cinturão e voltou aos supermédios na luta seguinte. Ele nunca disputou outra luta nos 79,4 kg até enfrentar Dmitry Bivol em 7 de maio de 2022, e essa segunda tentativa terminou em derrota por decisão unânime, com 115-113 nas três súmulas. A derrota para Bivol merece uma leitura física, e não técnica. Bivol é meio-pesado de carreira inteira, um homem que vive naquele peso o ano todo. Álvarez subiu de 76,2 kg para 79,4 kg carregando massa que o corpo dele não sustenta naturalmente, e o efeito não apareceu na velocidade nem na precisão: apareceu na capacidade de repetir. Ele começou bem, encurtou distância nos primeiros assaltos e depois foi perdendo a frequência com que conseguia fazer isso. Do sétimo em diante, cada entrada custava mais e rendia menos. A conclusão desconfortável é que o teto de Álvarez naquele peso foi definido pela estrutura óssea, não pela habilidade, e nenhuma preparação resolve isso. Uma noite que interessa particularmente ao público que acompanha o boxe latino-americano é 4 de maio de 2024, contra Jaime Munguía, no T-Mobile Arena. Era mexicano contra mexicano, os dois invictos naquele momento na divisão, com os quatro cinturões supermédios em jogo, e foi vendida no México como a luta que definiria a sucessão. Munguía tinha 43 vitórias sem derrota e sete centímetros de vantagem em altura. Álvarez resolveu no quarto assalto, quando acertou um uppercut de direita que derrubou Munguía pela primeira vez na carreira do adversário. Daí em diante administrou. As súmulas finais foram 117-110, 116-111 e 115-112, todas para Álvarez. O detalhe técnico que ficou daquela noite é que Munguía, mais alto e mais longo, tentou justamente a estratégia que funcionou para Bivol e para Crawford, e não conseguiu executá-la, porque insistia em trocar. Contra quem troca, Álvarez continua sendo o problema que sempre foi. No extremo oposto do espectro está a noite de 3 de maio de 2025, em Riade, contra o cubano William Scull. Álvarez venceu por decisão unânime e reunificou os quatro cinturões supermédios, tornando-se o primeiro lutador a ser campeão indiscutível duas vezes na mesma divisão desde que existem quatro organizações. E mesmo assim a luta virou um problema de imagem. Os dois somaram 445 golpes lançados em doze assaltos, o menor volume já registrado pela CompuBox em uma luta de doze rounds, abaixo da marca anterior de 459. Álvarez lançou 152 deles, uma média de menos de treze por assalto. Scull recuou a luta inteira e Álvarez, que é contragolpeador por natureza, não tinha o que contragolpear. A noite explica melhor do que qualquer análise o limite estrutural do estilo dele. Entre esses dois extremos está a atuação mais completa: em 6 de novembro de 2021 ele parou Caleb Plant no décimo primeiro assalto e se tornou o primeiro campeão indiscutível da história dos supermédios. A primeira derrota da carreira tinha vindo bem antes, em 14 de setembro de 2013, contra Floyd Mayweather, por decisão majoritária. Situação atual Em 1º de setembro de 2026, Canelo Álvarez está na ativa, não luta desde 13 de setembro de 2025 e não detém nenhum título mundial. O cartel é de 63-3-2 com 39 nocautes, verificado em 1º de setembro de 2026. A última luta foi a derrota por decisão unânime para Terence Crawford, no Allegiant Stadium, em Las Vegas, com súmulas de 116-112, 115-113 e 115-113, diante de 70.482 pessoas e 41,4 milhões de espectadores pela Netflix. Álvarez operou o cotovelo esquerdo em outubro de 2025. Está escalado para desafiar Christian Mbilli, invicto com 29-0-1 e 24 nocautes, pelo título supermédio do CMB em 31 de outubro de 2026, em Riade. A luta havia sido anunciada para 12 de setembro de 2026 e foi adiada a pedido do próprio Álvarez, que citou em julho de 2026 questões familiares que atrasaram a preparação. Datas anunciadas mudam, e esta já mudou uma vez. Estilo de luta Guarda alta, rotação e o ataque ao corpo Álvarez é um contragolpeador de guarda ortodoxa que tira potência da rotação de quadril, não da envergadura. O mecanismo central é girar o ombro: ele recebe o golpe no ombro ou na luva, acompanha o movimento em vez de recuar e responde da posição em que o giro o deixou. A arma mais confiável é o cruzado de esquerda no fígado, lançado tarde na troca, quando o cotovelo do adversário já subiu. Foi o golpe que desmontou James Kirkland, Amir Khan e Liam Smith. O padrão dos nocautes dele é quase sempre o mesmo: quatro ou cinco assaltos investindo embaixo e depois um golpe em cima que entra porque a guarda desceu para proteger as costelas. Esse tipo de golpe curto, com o punho já girado, é a razão pela qual a tradição mexicana dá tanta atenção à proteção da mão. As bandagens de boxe mexicanas se popularizaram justamente entre lutadores que constroem a luta em cima do ataque ao corpo, onde o impacto se concentra nos nós dos dedos e no punho. O ponto fraco é a produção. Álvarez nunca foi um lutador de volume e a tendência se acentuou com a idade. Ele vence rounds com precisão e não com quantidade, o que funciona contra quem avança e falha contra quem espera. Ele é um contragolpeador com traços de boxeador-pugilista, e não o brigador que o estereótipo mexicano sugere. Supermédio não é meio-pesado: a categoria de Canelo Álvarez Canelo Álvarez luta na categoria supermédio, que tem limite de 76,2 kg, ou 168 libras. Não é meio-pesado e nunca foi meio-médio, e essa confusão é surpreendentemente comum em português. Os números resolvem a questão. Meio-médio é 66,7 kg, uma divisão em que Álvarez nunca chegou perto de competir. Supermédio é 76,2 kg, onde ele luta desde dezembro de 2020. Meio-pesado é 79,4 kg, a divisão acima, onde ele lutou exatamente duas vezes: venceu Kovalev em 2019 e perdeu para Bivol em 2022. O erro está embutido em material de referência brasileiro. A tabela de categorias do Lance!, uma das páginas mais consultadas do país sobre o assunto, imprime "Peso Meio-Pesado" ao lado do limite de 76,2 kg, que é o do supermédio, e omite a divisão dos 79,4 kg por completo. O veículo EmCombate já descreveu Álvarez e Golovkin como "meio-médios", errando por duas divisões. A consequência prática é séria: quem lê essas fontes não consegue distinguir a divisão em que Álvarez foi soberano daquela em que ele foi derrotado. Há uma regra simples para conferir qualquer texto em português sobre ele. Se a matéria fala em 76,2 kg, a divisão é supermédio, e é onde ele venceu Callum Smith, Billy Joe Saunders, Caleb Plant, John Ryder, Jermell Charlo, Jaime Munguía, Edgar Berlanga e William Scull. Se fala em 79,4 kg, é meio-pesado, e ali existem apenas duas lutas no cartel inteiro dele. Se fala em 66,7 kg, a matéria está errada, porque Álvarez nunca competiu nos meio-médios em nenhum momento da carreira profissional. O número resolve o que o nome confunde. Cartel e títulos O cartel profissional de Álvarez é de 63-3-2, com 39 vitórias antes do tempo, em 68 lutas disputadas entre outubro de 2005 e setembro de 2025. O registro completo aparece da luta mais recente para a mais antiga. DataAdversárioResultadoMétodo 13 de setembro de 2025Terence CrawfordDerrotaDecisão unânime 12 3 de maio de 2025William ScullVitóriaDecisão unânime 12 14 de setembro de 2024Edgar BerlangaVitóriaDecisão unânime 12 4 de maio de 2024Jaime MunguíaVitóriaDecisão unânime 12 30 de setembro de 2023Jermell CharloVitóriaDecisão unânime 12 6 de maio de 2023John RyderVitóriaDecisão unânime 12 17 de setembro de 2022Gennadiy GolovkinVitóriaDecisão unânime 12 7 de maio de 2022Dmitry BivolDerrotaDecisão unânime 12 6 de novembro de 2021Caleb PlantVitóriaTKO 11 8 de maio de 2021Billy Joe SaundersVitóriaDesistência 8 27 de fevereiro de 2021Avni YıldırımVitóriaDesistência 3 19 de dezembro de 2020Callum SmithVitóriaDecisão unânime 12 2 de novembro de 2019Sergey KovalevVitóriaKO 11 4 de maio de 2019Daniel JacobsVitóriaDecisão unânime 12 15 de dezembro de 2018Rocky FieldingVitóriaTKO 3 15 de setembro de 2018Gennadiy GolovkinVitóriaDecisão majoritária 12 16 de setembro de 2017Gennadiy GolovkinEmpateEmpate dividido 12 6 de maio de 2017Julio César Chávez JrVitóriaDecisão unânime 12 17 de setembro de 2016Liam SmithVitóriaKO 9 7 de maio de 2016Amir KhanVitóriaKO 6 21 de novembro de 2015Miguel CottoVitóriaDecisão unânime 12 9 de maio de 2015James KirklandVitóriaKO 3 12 de julho de 2014Erislandy LaraVitóriaDecisão dividida 12 8 de março de 2014Alfredo AnguloVitóriaTKO 10 14 de setembro de 2013Floyd Mayweather JrDerrotaDecisão majoritária 12 20 de abril de 2013Austin TroutVitóriaDecisão unânime 12 15 de setembro de 2012Josesito LópezVitóriaTKO 5 5 de maio de 2012Shane MosleyVitóriaDecisão unânime 12 26 de novembro de 2011Kermit CintrónVitóriaTKO 5 17 de setembro de 2011Alfonso GómezVitóriaTKO 6 18 de junho de 2011Ryan RhodesVitóriaTKO 12 5 de março de 2011Matthew HattonVitóriaDecisão unânime 12 4 de dezembro de 2010Lovemore N'douVitóriaDecisão unânime 12 18 de setembro de 2010Carlos Manuel BaldomirVitóriaKO 6 10 de julho de 2010Luciano Leonel CuelloVitóriaTKO 6 1 de maio de 2010José Miguel CottoVitóriaTKO 9 6 de março de 2010Brian CamechisVitóriaKO 3 5 de dezembro de 2009Lanardo TynerVitóriaDecisão unânime 12 12 de setembro de 2009Carlos Leonardo HerreraVitóriaTKO 1 8 de agosto de 2009Marat KhuzeevVitóriaKO 2 6 de junho de 2009Jeferson Luis GonçaloVitóriaKO 9 11 de abril de 2009Michel RosalesVitóriaTKO 10 21 de fevereiro de 2009Euri GonzálezVitóriaTKO 11 17 de janeiro de 2009Luis Antonio FitchVitóriaTKO 1 5 de dezembro de 2008Raúl PinzónVitóriaTKO 1 24 de outubro de 2008Larry MosleyVitóriaDecisão unânime 10 2 de agosto de 2008Carlos Adán JerezVitóriaDecisão unânime 10 28 de junho de 2008José Miguel VázquezVitóriaDecisão unânime 10 6 de junho de 2008Francisco VillanuevaVitóriaDecisão dividida 10 18 de abril de 2008Gabriel MartínezVitóriaDesistência 11 14 de março de 2008Francisco VillanuevaVitóriaTKO 9 22 de fevereiro de 2008Axel Rodrigo SolísVitóriaKO 1 15 de dezembro de 2007Sean HolleyVitóriaTKO 2 31 de agosto de 2007Ricardo CanoVitóriaDecisão unânime 12 18 de agosto de 2007Christian SolanoVitóriaDecisão unânime 10 1 de junho de 2007Jesús Abel HernándezVitóriaTKO 2 19 de maio de 2007Víctor Emilio MárquezVitóriaKO 4 30 de março de 2007Iván IllescasVitóriaKO 4 2 de março de 2007Javier MartínezVitóriaTKO 8 8 de dezembro de 2006Daniel MartínezVitóriaKO 2 29 de setembro de 2006Francisco VillanuevaVitóriaKO 5 15 de setembro de 2006Cristian HernándezVitóriaKO 2 21 de julho de 2006Juan HernándezVitóriaKO 2 17 de junho de 2006Jorge JuárezEmpateEmpate dividido 4 10 de fevereiro de 2006Pedro LópezVitóriaKO 1 20 de janeiro de 2006José Miguel VázquezVitóriaDecisão dividida 4 26 de novembro de 2005Pablo AlvaradoVitóriaKO 2 29 de outubro de 2005Abraham GonzálezVitóriaTKO 4 Títulos mundiais conquistados CMB meio-médio ligeiro, vago, em 5 de março de 2011 (Matthew Hatton, decisão unânime) AMB (Super) e The Ring meio-médio ligeiro, em 20 de abril de 2013 (Austin Trout, decisão unânime) CMB médio, vago, mais The Ring e o reconhecimento linear, em 21 de novembro de 2015 (Miguel Cotto, decisão unânime) OMB meio-médio ligeiro, em 17 de setembro de 2016 (Liam Smith, KO 9) AMB (Super), CMB e IBO médio, em 15 de setembro de 2018 (Gennadiy Golovkin, decisão majoritária) AMB (Regular) supermédio, em 15 de dezembro de 2018 (Rocky Fielding, TKO 3) FIB médio, em 4 de maio de 2019 (Daniel Jacobs, decisão unânime) OMB meio-pesado, em 2 de novembro de 2019 (Sergey Kovalev, KO 11) AMB (Super), CMB e The Ring supermédio, em 19 de dezembro de 2020 (Callum Smith, decisão unânime) OMB supermédio, em 8 de maio de 2021 (Billy Joe Saunders, desistência 8) FIB supermédio, completando o título indiscutível, em 6 de novembro de 2021 (Caleb Plant, TKO 11) FIB supermédio, retomando o título indiscutível, em 3 de maio de 2025 (William Scull, decisão unânime) Canelo Álvarez entre os grandes boxeadores mexicanos Canelo Álvarez conquistou títulos mundiais em quatro divisões e foi duas vezes campeão indiscutível dos supermédios, e a Sportico estimou em setembro de 2025 que a receita bruta de carreira dele chegou a cerca de 800 milhões de dólares em vinte anos. Em conquistas verificáveis, essa é a posição dele na linhagem mexicana, e ela é diferente da de Julio César Chávez. A comparação é inevitável no México e rende mais com números do que com opinião. Chávez chegou a 89 vitórias e um empate antes de perder pela primeira vez, para Frankie Randall, em 29 de janeiro de 1994, e foi campeão mundial em três divisões numa era com menos organizações e menos cinturões em disputa. Álvarez tem 63 vitórias, três derrotas e títulos em quatro divisões, num período em que existem quatro organismos e em que a unificação virou a medida do valor. São carreiras que respondem a perguntas diferentes: Chávez responde sobre invencibilidade, Álvarez responde sobre amplitude. Também são estilos de boxe distintos, um de pressão contínua e outro de contragolpe. O que separa Álvarez dos demais mexicanos da geração dele é a disposição de subir de peso. Ele desafiou um campeão dos meio-pesados duas vezes, ganhou uma e perdeu a outra, quando poderia ter permanecido nos 72,6 kg defendendo cinturões contra adversários menores. Nenhuma dessas duas noites era necessária para a carreira dele, e as duas dizem mais sobre o lutador do que qualquer defesa de título rotineira. As quatro divisões, em quilos DivisãoLimitePrimeiro títuloAdversárioLutas na divisão Meio-médio ligeiro69,9 kg / 154 lb5 de março de 2011Matthew Hatton2010 a 2015 Médio72,6 kg / 160 lb21 de novembro de 2015Miguel Cotto2015 a 2019 Supermédio76,2 kg / 168 lb15 de dezembro de 2018Rocky Fielding2018 e desde 2020 Meio-pesado79,4 kg / 175 lb2 de novembro de 2019Sergey Kovalev2019 e 2022 A tabela mostra por que a carreira dele é difícil de comparar consigo mesma. Entre a primeira e a última divisão há quase dez quilos de diferença de limite, e um lutador que sobe esse tanto não é o mesmo atleta em cada ponta. Patrimônio e ganhos As estimativas publicadas sobre o patrimônio de Canelo Álvarez vão de 275 a 300 milhões de dólares entre as fontes que separam patrimônio líquido de receita bruta de carreira, e a Forbes, única que mostrou o cálculo, apontou pelo menos 275 milhões em dezembro de 2023. A revista chegou a esse número somando cerca de 600 milhões de receita bruta com o boxe, antes de impostos, e avaliando os negócios dele em menos de 50 milhões. Os números maiores que circulam desde 2025 precisam de cuidado. A Sportico informou em setembro de 2025 que a luta contra Crawford elevou a receita bruta de carreira dele para cerca de 800 milhões de dólares em vinte anos. Vários veículos reproduziram esses 800 milhões como se fossem patrimônio. Não são. Receita bruta e patrimônio líquido são grandezas diferentes, separadas por duas décadas de impostos, campos de treinamento, comissões e taxas de sanção. A parte documentada são as bolsas. Até 2020 a Comissão Atlética de Nevada publicava os valores, e os registros mostram bolsa base de 5 milhões de dólares contra Mayweather em 2013, 5 milhões em cada uma das duas primeiras lutas com Golovkin, 35 milhões contra Daniel Jacobs em 2019, 35 milhões contra Kovalev no mesmo ano e 10 milhões na trilogia de 2022. Nevada parou de divulgar bolsas em 2020, então tudo que veio depois vem de promotores e de apuração jornalística. Os maiores pagamentos recentes são reportados, não documentados. Turki Alalshikh declarou publicamente que Álvarez recebeu mais de 100 milhões de dólares pela luta com Crawford. O acordo de quatro lutas com a Riyadh Season, assinado em fevereiro de 2025, foi noticiado pela Sportico entre 325 e 400 milhões. E o contrato com a DAZN, anunciado em outubro de 2018 em 365 milhões por onze lutas, produziu apenas três: Álvarez processou em setembro de 2020 pedindo pelo menos 280 milhões e o caso foi encerrado em acordo confidencial em novembro daquele ano. Vale dizer o óbvio: nenhuma estimativa de patrimônio de atleta tem acesso a declarações fiscais ou contratos. As bolsas de Nevada e os dois contratos com valor noticiado são o que existe de firme. O resto é estimativa. Vida pessoal Álvarez casou-se com Fernanda Gómez em maio de 2021, em Guadalajara, poucos dias depois de vencer Billy Joe Saunders. A cerimônia foi privada e não há data exata confiável. Ele reconheceu publicamente filhos de mais de uma mãe. O número não está estabelecido: as contagens publicadas variam entre quatro e cinco, e a contradição aparece dentro de um mesmo artigo em veículos grandes. Quando as fontes não concordam sobre algo tão básico, o correto é registrar a divergência e parar por aí. Esta página não publica nomes, idades nem localizações. Fora do ringue ele montou um grupo de empresas no México, entre elas uma rede de postos de combustível, lojas de conveniência, uma promotora de boxe e uma linha de bebidas com tequila. A Forbes avaliou o conjunto em menos de 50 milhões de dólares em dezembro de 2023. O peso comercial do boxe no México vai muito além dos lutadores. Marcas de equipamento como a No Boxing No Life se firmaram junto ao mesmo público que lota as arenas de Guadalajara e da Cidade do México, em um mercado de luvas e proteções antigo o bastante para ter a própria hierarquia de nomes. Os irmãos Álvarez e o recorde do Guinness Os seis irmãos mais velhos de Canelo Álvarez foram boxeadores profissionais e nenhum deles conquistou um título mundial. A distinção importa porque resumos em inglês às vezes os chamam de campeões. Em 28 de junho de 2008, no Palenque Calle 2, em Zapopan, os sete irmãos Álvarez lutaram na mesma noite, no mesmo evento profissional. O Guinness World Records reconheceu o feito como o maior número de irmãos competindo em um único evento de boxe. Saúl venceu José Miguel Vázquez por decisão unânime em dez assaltos naquela noite. Rigoberto Álvarez, nascido em 1978, foi o que chegou mais longe: encerrou com 27-4 e 20 nocautes e foi campeão interino da AMB nos meio-médios ligeiros, cinturão que perdeu para Austin Trout por decisão unânime em Guadalajara, em fevereiro de 2011, um mês antes de Saúl conquistar o primeiro título mundial dele. Ramón Álvarez teve a carreira mais longa dos seis e ganhou cinturões regionais, o NABO em 2014 e o CMB US Silver em 2013, perdendo a única chance mundial em 2019. Ricardo Álvarez encerrou em 24-3-3. Gonzalo, Daniel e Víctor fizeram uma ou duas lutas cada e não venceram nenhuma; Gonzalo foi depois eleito prefeito de Zapotlanejo, em Jalisco.
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Floyd Mayweather Jr. é um pugilista norte-americano conhecido pela guarda philly shell e pelo contra-ataque, que competiu do superpena ao meio-médio ligeiro e se aposentou do boxe profissional em 2017 sem nunca ter perdido uma luta. Floyd Mayweather em números Dados verificados da carreira de Floyd Mayweather Jr., conferidos em 1 de setembro de 2026. Cartel50-0-0 (W-L-D) 27 KO SituaçãoAposentado ApelidoMoney CategoriaDo superpena ao meio-médio ligeiro Nacionalidade🇺🇸Estados Unidos Idade49nascido em 24 de fevereiro de 1977 Altura173 cm 5 pés e 8 polegadas Peso66,7 kg 147 lb (limite do meio-médio) Estreia profissional11 de outubro de 1996 Anos em atividade1996 a 2017 21 anos EquipeMayweather Boxing Club, Las Vegas Redes@floydmayweather Equipamento de Boxe Origens: Grand Rapids e uma família de lutadores Floyd Joy Mayweather Jr. nasceu em Grand Rapids, no estado americano de Michigan, em 24 de fevereiro de 1977, registrado ao nascer com o sobrenome Sinclair. O boxe já era o ofício da casa. O pai, Floyd Mayweather Sr., foi meio-médio profissional e chegou a enfrentar Sugar Ray Leonard em 9 de setembro de 1978, em luta transmitida pela rede americana ABC. Dois tios também eram profissionais: Roger Mayweather, campeão mundial em duas categorias, e Jeff Mayweather. Isso costuma virar anedota de biografia. Vale mais como explicação técnica. Quem começa em academia aprende primeiro a acertar e só depois aprende a não ser acertado. A ordem, no caso dele, foi invertida por três profissionais que já tinham apanhado o bastante para colocar a defesa antes de tudo. A base ortodoxa que ele usaria pelo resto da vida foi montada nesse ambiente, e nunca mudou. Em cinquenta lutas profissionais ele não trocou de base uma única vez, o que é raro em quem sobe cinco categorias de peso. A postura de um garoto de doze anos e a de um campeão de 40 são reconhecivelmente a mesma. O trabalho de corner ficou dividido entre o pai e o tio Roger durante décadas, com trocas, afastamentos e desentendimentos públicos. Esse revezamento continuou por toda a carreira profissional, e é o motivo pelo qual o corner de uma luta de Mayweather nunca foi um detalhe neutro. A trajetória amadora e o bronze olímpico 84-6 é o cartel amador que aparece em quase todo lugar, e não é seguro. Levantamentos posteriores acrescentaram derrotas ao período amador dele e produziram 84-8 em algumas fontes e 84-9 em outras, todas reputáveis. A coluna das vitórias nunca se moveu. A das derrotas se moveu duas vezes. Por isso este texto apresenta as três versões em vez de escolher uma e apresentá-la como definitiva. Os títulos amadores estão documentados: Luvas de Ouro nacionais em 1993 e 1994, e uma vaga na seleção olímpica dos Estados Unidos na categoria pena. Em Atlanta ele ficou com o bronze depois de perder a semifinal por decisão para o búlgaro Serafim Todorov, resultado contestado na época e contestado até hoje. A ficha olímpica oficial descreve o veredito como controverso sem meias palavras. Todorov ficou com a prata e Mayweather nunca mais lutou como amador. Esse bronze também resolve uma confusão comum em português. Mayweather é descrito o tempo todo como invicto, e é verdade, mas a palavra vale para o boxe profissional. No amadorismo ele perdeu, incluindo em Atlanta, e a diferença entre as duas coisas é exatamente o que separa um cartel oficial de uma biografia. O invicto começa em outubro de 1996. A carreira profissional Vinte e um anos e cinquenta lutas. Na tabela de resultados mais abaixo, a coluna do resultado traz a mesma palavra cinquenta vezes seguidas. A estreia e o ritmo dos primeiros anos Mayweather estreou como profissional em 11 de outubro de 1996 contra Roberto Apodaca e venceu por nocaute técnico no segundo assalto. Tinha 19 anos e menos de três meses de distância dos Jogos de Atlanta. O ritmo seguinte não existe mais no boxe atual. Lutou mais uma vez ainda em 1996, dez vezes em 1997 e sete vezes em 1998. Dez dos doze primeiros adversários não ouviram o gongo final, e entre janeiro e maio de 1997 ele resolveu quatro lutas no primeiro assalto. Foi esse volume que o levou a um título mundial com apenas 72 assaltos profissionais acumulados. A subida por cinco categorias Mayweather foi campeão mundial em cinco categorias de peso, num total normalmente contado em quinze títulos mundiais. O Conselho Mundial de Boxe reconhece sozinho cinco cinturões dele: superpena, leve, meio-médio ligeiro, meio-médio e médio ligeiro. O primeiro veio em 3 de outubro de 1998, quando o corner de Genaro Hernández desistiu depois do oitavo assalto. Mayweather tinha 21 anos e cartel de 17-0, e foi o primeiro integrante da seleção olímpica americana de 1996 a conquistar um título mundial profissional. Defendeu esse cinturão oito vezes antes de o peso ficar insustentável, subiu para os leves e tirou o título do CMB de José Luis Castillo em 20 de abril de 2002. Três defesas depois subiu de novo e parou Arturo Gatti no corner em 25 de junho de 2005. As 147 libras foram o endereço definitivo. Foi a categoria em que competiu por mais tempo, o que é exatamente o motivo pelo qual a tabela de dados no topo desta página informa o limite do meio-médio no campo de peso. As 154 libras foram duas visitas: Oscar De La Hoya em 2007 e Miguel Cotto em 2012. Nenhuma virou moradia. As lutas que sustentam o cartel Três noites explicam o pugilista melhor do que qualquer resumo. Manny Pacquiao, 2 de maio de 2015. Cinco anos de negociação para doze assaltos de boxe recuado, e ainda assim o evento de maior arrecadação da história do boxe. Mayweather venceu por decisão unânime: Dave Moretti anotou 118-110 e Glenn Feldman e Burt Clements anotaram 116-112. O plano foi o mesmo de sempre, executado contra um canhoto explosivo que entrava em rajadas: jab de contenção, saída pela esquerda, e o direto de contra sempre que Pacquiao entrava em linha reta. Pacquiao entrava aos arrancos, acertava um ou dois golpes e encontrava o ombro no caminho do terceiro. O evento estabeleceu números que continuam sendo o parâmetro comercial do esporte: mais de 4,4 milhões de compras em pay-per-view, mais de 400 milhões de dólares em receita de pay-per-view e uma bilheteria de 72.198.500 dólares com 16.219 ingressos vendidos no MGM Grand Garden Arena. Há uma ressalva que precisa constar em qualquer leitura honesta do resultado: Pacquiao lutou com uma lesão no ombro que não havia declarado à comissão atlética de Nevada antes do combate, omissão que rendeu ameaça de punição depois. Oscar De La Hoya, 5 de maio de 2007. Foi a única vitória apertada de verdade dos anos de estrelato, e a única em que Mayweather subiu duas categorias de uma vez para caçar um cinturão. Decisão dividida: Chuck Giampa marcou 116-112 e Jerry Roth 115-113 para ele, Tom Kaczmarek marcou 115-113 para De La Hoya. Tecnicamente, foi De La Hoya quem chegou mais perto da resposta certa nos assaltos iniciais, usando o jab para segurar a distância antes de ficar sem gás na segunda metade. Comercialmente, é a noite em que a carreira dele mudou de escala, e os números dessa mudança estão na tabela da seção de ganhos. Victor Ortiz, 17 de setembro de 2011. A luta que quase todo mundo lembra errado. Ortiz perdeu um ponto no quarto assalto por uma cabeçada flagrante, pediu desculpa beijando o rosto de Mayweather e baixou as mãos enquanto o árbitro Joe Cortez ainda organizava a retomada. Mayweather acertou um cruzado de esquerda e um direto de direita, e Ortiz caiu com um segundo restando no relógio. Foi legal, foi impiedoso e foi o vigésimo sexto nocaute da carreira dele. Dois anos depois, no mesmo MGM Grand, Canelo Álvarez tentaria resolver o mesmo problema e também não conseguiria. O que entra e o que não entra no cartel oficial Nenhuma das exibições de Mayweather posteriores à aposentadoria conta no cartel de 50-0. É o erro mais repetido em português sobre ele, e a correção é simples: exibição não é pontuada, não é sancionada como luta profissional e não entra em cartel nenhum. São oito exibições desde dezembro de 2018, contra Tenshin Nasukawa, Logan Paul, Don Moore, Mikuru Asakura, Deji Olatunji, Aaron Chalmers e John Gotti III duas vezes. Nenhuma delas aparece na tabela de resultados desta página. A consequência prática é aritmética. Se as exibições contassem, o número de combates dele passaria de 50 para 58 e o cartel deixaria de fazer sentido, porque seis das oito exibições nem sequer tiveram resultado oficial declarado. Cartel é registro sancionado. O de Mayweather termina em 26 de agosto de 2017 e não se move desde então. Situação atual Em setembro de 2026, Floyd Mayweather Jr. está vivo, tem 49 anos e não disputa uma luta profissional sancionada desde que parou Conor McGregor em agosto de 2017. O cartel profissional está verificado em 50-0-0 com 27 nocautes em 1 de setembro de 2026. A última vez que ele subiu em um ringue, em qualquer formato, foi a revanche de exibição contra John Gotti III na Arena CDMX, na Cidade do México, em 24 de agosto de 2024. Em 20 de fevereiro de 2026, por meio de um acordo exclusivo com a CSI Sports e a Fight Sports, ele anunciou a intenção de voltar a competir profissionalmente. Não há adversário, data nem local confirmados para esse retorno. Três compromissos foram anunciados e nenhum aconteceu: Mike Tyson, exibição. Anunciada em setembro de 2025 para 25 de abril de 2026 na República Democrática do Congo, remarcada para 30 de maio de 2026 e adiada para uma data posterior de 2026 depois de Tyson quebrar a mão em treino. Sem data nem local desde então. Mike Zambidis, exibição. Cogitada para junho de 2026 no Telekom Center, em Atenas, contra o kickboxer grego. Travada por disputa judicial sobre contratos. Manny Pacquiao, revanche. Anunciada em fevereiro de 2026 para 19 de setembro de 2026 na Sphere, em Las Vegas, com transmissão da Netflix. A Sphere entregou a data a uma residência dos Eagles, as partes divergiram publicamente sobre se seria exibição ou luta sancionada, e em 17 de agosto de 2026 a data já havia sido repassada a outra promotora. Datas anunciadas nesta fase da carreira mudaram repetidamente e devem ser lidas como provisórias. O estilo de luta Entre os estilos de boxe reconhecidos, o de Mayweather é o do contragolpeador puro, e essa categoria é mal compreendida no Brasil porque a escola local valoriza a troca. Contragolpear não é fugir: exige permanecer dentro do alcance do adversário o tempo inteiro, porque quem sai do alcance não tem o que contra-atacar. Ele passava a luta inteira a poucos centímetros de ser acertado, de propósito. A guarda que ninguém conseguiu copiar A guarda é o philly shell, também chamado de shoulder roll. Ela esconde a cabeça atrás do ombro da frente e deixa o tronco à mostra de propósito, enquanto a luva de trás fica encostada no rosto e não desce dali. É uma troca deliberada: o corpo aguenta pancada, a cabeça não pode receber. A vantagem, porém, não está na guarda. Está no que vem imediatamente depois dela. Como a mão de trás nunca sai da posição, o contragolpe parte do lugar onde já estava, enquanto o adversário precisa recolher o braço antes de responder. São dois tempos contra um, repetidos algumas centenas de vezes por luta, e é toda a diferença. Ele lutava em base ortodoxa. Os 173 cm de altura e os 183 cm de envergadura constam na tabela no topo da página e explicam por que conseguia trabalhar de fora mesmo contra adversários mais altos do que ele. Há um padrão nos números que quase ninguém publica e que é a melhor descrição do estilo. Os adversários que o incomodaram fizeram isso na primeira metade da luta e desapareceram na segunda. José Luis Castillo em 2002 e Marcos Maidana em 3 de maio de 2014 pressionaram cedo, foram para o corpo por baixo do braço cruzado e levaram Mayweather a cartões apertados. Maidana chegou a uma decisão majoritária, com 117-111 e 116-112 para Mayweather e um terceiro cartão de 114-114. Nos dois casos, a revanche foi vencida com folga. A leitura é direta: Mayweather perdia assaltos enquanto decifrava o adversário e praticamente não perdia os mesmos assaltos duas vezes. É por isso que a estatística de "quem venceu a primeira metade" nunca previu nada nas lutas dele. Recorde completo e títulos Cinquenta lutas, cinquenta vitórias, nenhuma derrota, nenhum empate e nenhum sem resultado. A tabela abaixo traz a lista completa, da mais recente para a mais antiga. Além dos cinturões do Conselho Mundial de Boxe, ele conquistou o título da FIB dos meio-médios contra Zab Judah em 8 de abril de 2006, o da AMB dos médios ligeiros contra Miguel Cotto em 5 de maio de 2012 e o da OMB dos meio-médios contra Manny Pacquiao em 2 de maio de 2015. Foi eleito para o Hall da Fama Internacional do Boxe em dezembro de 2020 e empossado em Canastota em 2021. DataAdversárioResultadoMétodo 26 de agosto de 2017Conor McGregorVitóriaTKO 1012 de setembro de 2015Andre BertoVitóriaDecisão unânime 122 de maio de 2015Manny PacquiaoVitóriaDecisão unânime 1213 de setembro de 2014Marcos MaidanaVitóriaDecisão unânime 123 de maio de 2014Marcos MaidanaVitóriaDecisão majoritária 1214 de setembro de 2013Canelo ÁlvarezVitóriaDecisão majoritária 124 de maio de 2013Robert GuerreroVitóriaDecisão unânime 125 de maio de 2012Miguel CottoVitóriaDecisão unânime 1217 de setembro de 2011Victor OrtizVitóriaKO 41 de maio de 2010Shane MosleyVitóriaDecisão unânime 1219 de setembro de 2009Juan Manuel MárquezVitóriaDecisão unânime 128 de dezembro de 2007Ricky HattonVitóriaTKO 105 de maio de 2007Oscar De La HoyaVitóriaDecisão dividida 124 de novembro de 2006Carlos BaldomirVitóriaDecisão unânime 128 de abril de 2006Zab JudahVitóriaDecisão unânime 1219 de novembro de 2005Sharmba MitchellVitóriaTKO 625 de junho de 2005Arturo GattiVitóriaDesistência 622 de janeiro de 2005Henry BruselesVitóriaTKO 822 de maio de 2004DeMarcus CorleyVitóriaDecisão unânime 121 de novembro de 2003Phillip N'douVitóriaTKO 719 de abril de 2003Victoriano SosaVitóriaDecisão unânime 127 de dezembro de 2002José Luis CastilloVitóriaDecisão unânime 1220 de abril de 2002José Luis CastilloVitóriaDecisão unânime 1210 de novembro de 2001Jesús ChávezVitóriaDesistência 926 de maio de 2001Carlos HernandezVitóriaDecisão unânime 1220 de janeiro de 2001Diego CorralesVitóriaTKO 1021 de outubro de 2000Emanuel AugustusVitóriaTKO 918 de março de 2000Gregorio VargasVitóriaDecisão unânime 1211 de setembro de 1999Carlos GerenaVitóriaDesistência 722 de maio de 1999Justin JuukoVitóriaKO 917 de fevereiro de 1999Carlos RiosVitóriaDecisão unânime 1219 de dezembro de 1998Ángel ManfredyVitóriaTKO 23 de outubro de 1998Genaro HernándezVitóriaDesistência 814 de junho de 1998Tony PepVitóriaDecisão unânime 1018 de abril de 1998Gustavo CuelloVitóriaDecisão unânime 1023 de março de 1998Miguel MeloVitóriaTKO 328 de fevereiro de 1998Sam GirardVitóriaKO 29 de janeiro de 1998Héctor ArroyoVitóriaTKO 520 de novembro de 1997Angelo NunezVitóriaTKO 314 de outubro de 1997Felipe GarciaVitóriaKO 66 de setembro de 1997Louie LeijaVitóriaTKO 212 de julho de 1997Jesús Roberto ChávezVitóriaTKO 514 de junho de 1997Larry O'ShieldsVitóriaDecisão unânime 69 de maio de 1997Tony DuranVitóriaTKO 112 de abril de 1997Bobby GiepertVitóriaTKO 112 de março de 1997Kino RodriguezVitóriaTKO 11 de fevereiro de 1997Edgar AyalaVitóriaTKO 218 de janeiro de 1997Jerry CooperVitóriaTKO 130 de novembro de 1996Reggie SandersVitóriaDecisão unânime 411 de outubro de 1996Roberto ApodacaVitóriaTKO 2 A tabela acima é o cartel oficial e nada além dele. Quem quiser conferir a distribuição dos nocautes vai notar algo que muda a leitura do estilo: dezenove dos vinte e sete vieram nas vinte e cinco primeiras lutas, quando ele ainda competia nos superpenas. Onde ele aparece na lista dos maiores Floyd Mayweather aparece no topo das principais listas de melhores pugilistas do século XXI, e a ESPN o classificou como o melhor boxeador do século em seu ranking dos 25 maiores nomes do período. Não existe autoridade única que decida quem é o maior boxeador de todos os tempos, e quem afirma o contrário está vendendo opinião como fato. O que se pode colocar na mesa são os argumentos objetivos e as objeções, e as duas coisas existem. A favor: cinquenta vitórias sem derrota, quinze títulos mundiais em cinco categorias e vinte e um anos de carreira sem um único revés. Contra: parte dessas vitórias veio contra adversários fora do auge, o caso mais citado sendo o de Pacquiao em 2015, e o próprio estilo defensivo produziu poucas lutas memoráveis para o público. As duas leituras usam os mesmos fatos e chegam a lugares diferentes, o que é normal quando a pergunta é de gosto e não de registro. A fortuna de Floyd Mayweather A Forbes calculou que Floyd Mayweather ganhou 915 milhões de dólares entre 2010 e 2019, mais do que qualquer outro atleta do mundo naquela década e 115 milhões acima do segundo colocado. Esse é o número grande mais confiável que existe sobre ele, porque é uma estimativa de ganhos publicada por um veículo especializado nisso, e não um cálculo de patrimônio. A distinção precisa ser dita sem rodeio. Os números de patrimônio líquido que circulam sobre Mayweather variam de forma absurda e quase todos vêm de sites de avaliação de celebridades que não têm acesso a declarações fiscais nem aos livros da promotora dele. Não existe cifra confiável de patrimônio no registro público. Qualquer texto que apresente um valor exato até o milhão está inventando precisão que ninguém tem. O que dá para documentar são ganhos, e os ganhos documentados já bastam. A Forbes publicou 300 milhões de dólares para o ano de 2015, o maior total anual da lista de atletas daquele ano, e atribuiu a ele 275 milhões pelo pagamento da luta contra McGregor na edição de 2018. Fora das estimativas, há valores que constam em registros de comissão atlética e em anúncios de promotores. A tabela compara as quatro noites mais lucrativas com os dados que efetivamente foram divulgados. Valores divulgados das principais noites de Mayweather LutaBolsa divulgadaBilheteriaCompras em PPV Conor McGregor, 2017100 milhões de dólaresnão divulgadanão divulgada Manny Pacquiao, 2015não divulgada72.198.500 dólaresmais de 4,4 milhões Canelo Álvarez, 201380 milhões de dólaresnão divulgadanão divulgada Oscar De La Hoya, 200725 milhões de dólares18.419.200 dólares2,45 milhões As três bolsas divulgadas da tabela somam 205 milhões de dólares por três noites de trabalho. McGregor recebeu 30 milhões declarados na mesma noite em que Mayweather recebeu 100 milhões, e De La Hoya recebeu 52 milhões contra os 25 milhões de Mayweather em 2007, o que mostra em qual direção a balança virou entre uma luta e outra. Vale responder direto a uma pergunta que aparece muito em português: ele é o boxeador mais rico do mundo? Não existe resposta verificável, porque não existe cifra confiável de patrimônio para nenhum pugilista de topo. O que existe é a comparação de ganhos, e nela ele lidera com folga: os 915 milhões de dólares da década de 2010 o colocaram à frente de todos os atletas do planeta, de qualquer esporte, e não apenas do boxe. Um dado de contexto ajuda a medir a escala. As 2,45 milhões de compras em pay-per-view da luta contra De La Hoya em 2007 foram recorde absoluto do boxe por oito anos, até que ele próprio o quebrou contra Pacquiao. O número que explica todos os outros é bem menor. Em abril de 2006, com dez anos de carreira, Mayweather pagou 750 mil dólares para rescindir o contrato com a promotora Top Rank em vez de aceitar uma bolsa de 8 milhões para enfrentar Antonio Margarito. A partir dali passou a receber percentual da receita total dos próprios eventos em vez de bolsa garantida. Doze meses depois recebeu os 25 milhões de De La Hoya. É a decisão que separa o pugilista bem pago do atleta mais bem pago do mundo, e ela custou 750 mil dólares. Vida pessoal O sobrenome Mayweather já estava no boxe antes de ele nascer, e figura em qualquer conversa sobre os lutadores de boxe mais famosos do esporte. A família como parte do trabalho Três parentes diretos de Mayweather foram pugilistas profissionais e dois deles o treinaram, o que torna a família uma peça de funcionamento e não um detalhe biográfico. O pai, Floyd Mayweather Sr., competiu como meio-médio nos anos setenta e enfrentou Sugar Ray Leonard em 1978. O tio Roger Mayweather foi campeão mundial em duas categorias e morreu em 17 de março de 2020. O tio Jeff também lutou profissionalmente. A consequência prática aparece no corner. Pai e tio se revezaram na função durante toda a carreira, e a troca nunca foi puramente técnica: houve períodos longos de afastamento público entre os dois. O resultado é um corner estável na filosofia e instável na composição ao longo de vinte e um anos. Os filhos São quatro os filhos de Floyd Mayweather: Koraun, Iyanna, Zion Shamaree e Jirah Milan. Todos adultos. O pai falou publicamente sobre eles ao longo dos anos, e é por isso que os nomes aparecem aqui. O que não aparece, e não vai aparecer nesta página, é qualquer informação além do nome e do parentesco. A estrutura que continua ativa fora do ringue é a Mayweather Promotions, empresa com a qual ele contrata e desenvolve pugilistas profissionais. É o motivo pelo qual o nome dele segue aparecendo em cartazes que não encabeça.
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